MPB(eco)

30 maio, 2006

Simona Talma.
ela foi a vencedora de uma disputa em Natal, realizada no Beco da Lama, o beco da bosta. há finalmente um nome novo na cena potiguar. o festival foi dropado pelo produtor de artes Dorian Lima através de projeto que fez revoar os ares no centro velho do Grande Ponto.
como sempre, é de se supor que a polêmica rolou solta, já que se tratava de um festival com bons concorrentes da música local (e ainda, que a capital do RN é uma cidade viciada em joguinhos escrotos).

mas rolou. foi a primeira vez.
e bom que deu certo.
também festejo.
ecôo daqui.

.:iXi:.

de Valéria, se sabe que ela estará em Brasília (Asa Norte) lançando seu novo cd no dia 3 agora. fone para informes – (61) 3326 1045.
outro vôo para a música das meninas natalenses.

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Paradinha

28 maio, 2006

PARADINHA

Pára! Pára!!
Pára-quedas
Pára-raios
Pára-brisa
Pára-choque

Pára! Pára!!
Paralelas
Paranóia
Parafina
Paragrossa
Paracetamol

Pára! Pára!!
Parametro
Paramaisdemetro
Paramaisdemetroemeio
Parari, parari, parará…

Paraná
Parati
Paraíba
Paraguai
Paracelso
Parabelo

Paraíso
Paraquilo
Paradigma
Parafuso
Paradoxo
Parabem

Parabólico
Paraninfas
Parasitas
Paramilitar
Paramédico
Parafolclórico
Paralelepípedo

Paranormal
Parangolé
Parapente
Paragrafar
Paralisia
Paralize
Pára! Pára!!
Pára.

.:iXi:.

p.s. – visto que domingamos, refresco.

7º Dia

26 maio, 2006

Elino Julião foi ant?s de todos o primeiro que cantei.
foi num dia de passeio na Várzea da Caatinga e eu aproveitei a visita que a mamãe e a vovó fizeram à cidade para me embolerar com os filhos também pequenos do casal onde as duas pararam para tomar um café. eles brincavam com instrumentos inventados na garagem e eu fiquei roceiro tímido até uma hora em que me encostei e soltei a voz. meu pai o mantinha escalado todos os anos no seu repertório para o trabalho nas festas juninas e por isso eu conhecia aqueles discos primeiros do grande forrozeiro.

agora já pra uma semana que se foi o mestre, grande mestre. depois das últimas reviravoltas no mercado musical resolveu voltar a Natal e conseguiu ser feliz nesses poucos últimos anos vividos lá. a cidade se derreteu com o seu carisma e simpatia, e devido a sensibilidade de alguns dirigentes culturais do lugar pôde voltar a trabalhar junto de sua gente, a quem tanto alegrava. tombou na ativa, sem aviso de presságio, como mereceu.
sua voz de timbres médios continuará reverberando nas rochas seridoenses.

MÚSICA da CÂMARA

25 maio, 2006

o côro desafinado de nossa representação democrática, ou seja, A Câmara dos Deputados, vai realizar através de sua comissão de Educação e Cultura no próximo dia 30 o seminário ‘Música Brasileira em Debate‘.
apesar de lentos, os ilustríssimos da classe política brasileira toparam – a partir de uma razoável mobilização do setor envolvido – discutir a importância da arte musical para os diversos segmentos da vida nacional, inclusive seu desempenho na esfera da economia etc.
a programação já se encontra disponível na agenda do overmundo, onde também constam além dos horários e temas alguns dos nomes que estarão envolvidos com o evento, entre os quais estão o Benjamim Taubkin, o Ivo Meirelles e o Ivan Lins.
também publicamos aqui o linque aberto para uma discussão sobre a Ordem dos Músicos do Brasil, que está se dando no fórum deste mesmo portal.

vide

A Balada

24 maio, 2006

bem, já dei as minhas cartas.
estão nas postagens anteriores.
agora de fato adentramos ao que interessa aqui, que são muitas coisas.
só estou tomando cuidado para não cair no mesmismo, tipo: ?nos bastidores da intimidade dos homens de Parreira?, ora!

a cidade continua trêmula, pálida e fria. as geladeiras dos necrotérios públicos ainda guardam os ?presuntos? besuntados de sangue, alguns dos quais não tinham nada a ver com o barbarismo do confronto PM x PCC. também não vou jogar nesse campo, mas quero ser mais uma voz mais uma vez a clamar por Jus-ti-ça! Justiça para nós, brasileirinhos amarelinhos, que a dar vazão aos apelos das propagandas, editoriais, rádios e tevês e jornais, nos inclinamos a jamais (jamais!) saber o que diabos aconteceu mesmo nos trilhos dos ‘trens’ daqui.

Sto. Paulo

22 maio, 2006

estamos em Sampaulo, a vedete econômica do Brasil.

aqui, megacidade onde transitam as multidões, por onde correm os milhões de cifrões, onde os egos e a cobiça se irmanam à procura de ?resultados eficientes?, onde o ouro brilhante no ocaso se mistura à poeira negra do céu ressacado embotando o olhar das criaturas apressadas e temerosas do presságio, onde as agulhas finas picam a carne frienta e flácida no tédio dos escritórios, onde os mortos logo são esquecidos antes de serem recolhidos nas macas da emergência, onde a agonia acena com suas vagas cítricas, onde os cães cagam sobre o concreto porque há terra apenas no reduto dos parques, e os viciados como zumbis trêmulos se arriscam a uma prosa lépida no fundo da madrugada, onde as veraneios da polícia esbravejam com suas sirenas irritantes no trânsito emperrado das largas avenidas ao término dos expedientes, e junto com os motoristas de nervos já esfarrapados sob a opressão da rotina diária entoam com suas buzinas uma cantiga uníssona de trinados metálicos, saudando a boca da noite, que irrompe com suas fachadas luminosas anunciando quais são as novas da hora, os feitos do dia e os prêmios aos vencedores, temperando novos vícios atrás dos quais se assentam os marqueteiros de plantão, ávidos por colher na próxima ocorrência um tema para publicizar sua clientela, os astros cínicos encolhidos sob o vison na falsa atmosfera dos estúdios pedem doações para a campanha do agasalho, os colunáveis mandam distribuir os sopões, e vendem apelos através de suas mensagens eletrônicas que reluzem noturnas na fuligem aveludada, e sobrevoam a cidade nos helicópteros particulares para escapar à lentidão do tráfego viário e aos delinqüentes mirins que se aproximam nos cruzamentos semaforizados com espetos de aço, prontos para enterrá-los no pescoço de suas vítimas pelo vidro abaixado das janelas dos carros caso não saquem um dinheirinho para o pão, e espreitam à penumbra o estupro espiritual de uma nação inteira, violentada nos dossiês íntimos, nas estatísticas maquiadas, no risonho sonho que seiva a glória futura de um povo…

oohhh!!!, quão vã a angústia dos corações delicados! quanto vale na caixa registradora o tom da poesia de cada verso pessoal? (poemas não tilintam!!) quanto ainda da nossa valentia será gasta nessa decadência melancólica, nesse desmanche letárgico que pulveriza em nossas entranhas o bafo dos arrochos depressivos? por quanto mais se susterá a pose empinada da estátua do bandeirante e seu facão no solo falido? quais cheiros trazem os ventos? o da pólvora, dos gases ácidos, da ética torta e do furor vazio, expressos no excessivo índice dos assassinatos, na catinga dos rios apodrecidos, nas consciências corrompidas pela lama e nas canções mentirosas que servem de trilha sonora para o anúncio comercial, embalando o consumo de fartas doses para otários solitários lobotomizados e a ira incontida mantida em conserva ferruginosa dentro das cabeças velhas e azedas, enrustidas ao molho numa empáfia mofada que vulgariza esse ódio óxido, truculento e recíproco, cru, tosco, embrutecedor, capaz de abrir uma guerra só para desestressar, o que convenhamos em segredo seria de uma burrice cavalar, animalismo dobrado para cafuzos confusos que nem sequer sabem qual destino querem construir para uma pátria amada e idolatrada, salve, salve, mas apenas ruminam ignorâncias no fosso, velando no luto do seu passado uma realidade que não cabe mais existir.

eu não sou daqui.

Virada Cult

21 maio, 2006

juntando alguns músicos e poetas oriundos de diversas regiões do Brasil, o Musiclube SP se configura como um excelente e apropriado caso para as linhas do miXigenação. em tese, sua finalidade se pauta pelos mesmos princípios aqui enumerados no texto de abertura; quero dizer: o Musiclube quer agregar, juntar/espalhar, fortalecer, ousar também, propor, coletivizar etc.
o grupo reuniu-se na capital paulista há aproximados 3 meses, fez sua primeira intervenção pública no terminal da Lapa por ocasião da passagem do dia nacional da inclusão digital, depois esteve no evento Trama do Morro Vermelho organizado pela Estação das Artes no bairro do Patriarca e, mais tarde, participou da programação do espaço cultural Cidadão do Mundo em São Caetano.
agora em maio foi a vez de sua apresentação integrando as atividades da Casa das Rosas na Virada Cultural, e já tem agendado para junho (24) uma nova atuação, sendo dessa vez na vila de Paranapiacaba, reduto turístico do município de Santo André.