Carnaval em Natal

21 fevereiro, 2007

Natal encerrou nesta quarta-feira de cinzas o seu primeiro carnaval multicultural.
Certamente haverá por parte de muita gente envolvida uma avaliação do que aconteceu, como se sucedeu a festa, os erros e acertos do evento. Tendo como mote um dos seus principais compositores de frevo (Dosinho), por aqui a cidade também seguiu a tendência e homenageou os 100 anos da criação do gênero.
Acompanhei de perto uma pequena parte da programação para conferir as apresentações de alguns amigos que trabalham no palco natalense, mas o mais interessante sem dúvida nenhuma foi ver o trabalho desenvolvido pelo trombonista Gilberto Cabral, que foi quem arranjou e comandou as orquestras que animaram as folias de rua na capital potiguar. Dentre estas merece destaque a Banda da Ribeira. Em suas participações durante os festejos conseguiu se mostrar numa performance exemplar, capaz de empolgar mesmo as platéias mais apáticas.

Foi foda.

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Pé no Recife

10 fevereiro, 2007

Recife é como um palco gigante, especialmente neste ano em que comemora os 100 anos do frevo, gênero onde sempre predominou, com suas inúmeras bandinhas de metais, passos ligeiros e os bonecões.
Recife acolhe entre 7 e 11 de fevereiro a primeira edição da feira Música Brasil, em que a ABM-I junto ao MinC realiza sua proposta de ?SEBRAElizar? toda a cadeia produtiva da música brasileira, internacionalizando negócios e redefinindo estratégias para o recém-combalido mercado fonográfico.
Gilberto Gil ministro, que já confirmou a ocorrência da feira para o ano vindouro de 8 também no porto musical recifense, foi o abridor da cerimônia e fez breve aparição no palco central (marco zero) para saudar com boas vindas todos nós, participantes. Quem também deu as caras arrastando um cabresto com o tal ?bicho maluco beleza? foi um dos anfitriões, o multiculturalizado Alceu Valença. Eles estavam todos por lá: de Lenine a Fred 04 (mundo livre s.a.), de Geraldo Azevedo a Silvério Pessoa, os pernambucanos estão mesmo botando pra ferver nesse fevereiro quente.
A cidade irá às ruas para expressar sua alegria cultural, dona de uma usina criativa que não pára de abastecer o Brasil de riquezas artísticas das quais o manguebite é apenas a mais recente ramificação. Tida como caótica e complexa, a metrópole do nordeste tenta (di)gerir suas dificuldades e realmente/literalmente gerar a partir do seus caos. Que o diga os seus mil palcos espalhados pelo centro antigo, recebendo a cada dia desse mês dezenas de artistas, a maioria deles pernambucanos mesmos.

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ps. caso seu negócio seja o carnaval, nêgo/a … lincar aqui.