Como estou por aqui, fui lá pessoalmente
para ver com os meus próprios olhos.
E vi.

Ainda em fase de estruturação de sua sede, encravada bem no centrão de Sampa (não muito longe do escritório da OMB) o SIMPROIND vai aos poucos se armando como pode para desatar uma nova política de direitos entre músicos que atuam profissionalmente no país, estabelecendo novos parâmetros para a atividade, ocupado em debater temas como educação musical nos currículos escolares, orientações jurídicas e fiscais aos seus filiados, previdência etc.

Nesta terça 27, aliás, em encontro que se realizará na câmara municipal paulistana, capitaneados pelo presidente Paulo Santana, os músicos se reúnem para entrar com uma ação civil pública junto ao Ministério Público Federal contra uma portaria que emperra a livre contratação por organizações como SESCs (por exemplo), que ainda insistem em exigir a porcaria da carteira da Ordem dos Músicos do Brasil, amparados nessa tal porta.

Quanto ao sindicato propriamente, informo que a anuidade é de 60 pratas (mais 5 para uma carteirinha), e que os interessados em obter informações sobre esta experiência pioneira poderão ter acesso a mais informações acessando o endereço da página ainda em construção da entidade.

De mim, já sabem aqueles que me lêem aqui, do meu inconformismo com a situação dessa mal dita (des)ordem, herança do malfadado regime de milicos, mantida sob a batuta do descarado wilson sândoli (foto), e contra a qual fui, sou e serei.

Agora, vem se desenhando um novo caminho para redefinirmos novas políticas para a classe, e embora o esforço ainda seja muito localizado, vem abrindo importantes discussões, inclusive através de órgãos importantes e jornalistas coerentes, como temos visto ocasionalmente em Carta Capital sob a assinatura de Pedro Alexandre Sanches.

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UIA!, Ki Legal

11 novembro, 2007

Em meio a tanta infomarção (êta marzão, sô!!), foi mesmo legal descobrir o bloguinho dessa galerinha que está conseguindo fazer um ótimo trabalho neste endereço onde constam bons programas diários aqui na cena metropolitana. Mais voltado para a música – de todos os gêneros – , mas sem descuidarem de dar o toque sobre outras alternativas interessantes vindas de outras fontes (cinema / teatro / plásticas / literatura etc), o UIA faz todos os dias uma pesquisa e filtragem de tudo que acontece por aqui e manda de bandeja para os cadastrados em sua página. Genial. Pois dá um bocado de trampo e amolação ficar garimpando nas agendas eletrônicas de tantos espaços culturais ou nem tanto que a cidade pussui.
Puxa, foi ótimo descobrilos.
Você não quer tentar?

Eu mesmo estou tendo que me concentrar em outros projetos, e deverei cada vez menos me importar com a agenda musiculta da cidade, já que agora é só passar o mause nesse linq:
http://uiadiario.blogspot.com/

Mas, enquanto der … E for preciso, ou o caso.
Por exemplo … a Orquestra Popular de Câmara, em atividade desde os anos 90 pelos palcos do mundo, e há muito sem se apresentar regularmente aqui, faz em novembro uma temporada nas terças, na sede da Assoc. Cult. Cachuêra, junto da PUC (Perdizes).

aH, tudo bem, eu sirvo, vai.

13, 20 e 27 – 22h
Espaço Cachuêra
R. Monte Alegre, 1094
3875 5563 / 3872 8113

Não Perda!

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Começa, neste domingo, 4 de novembro, a Semana de Arte Moderna da Periferia, evento realizado pela Cooperifa – Cooperativa dos Artistas da Periferia, junto com mais de 40 grupos culturais.

Na segunda-feira, dia 5, as atenções estarão voltadas para as artes plásticas: instalações, esculturas e pinturas em diferentes suportes.
Terça-feira (6/11) é o dia da dança. Destaque para o Grupo Espírito de Zumbi, que faz dança afro de altíssima qualidade. Todas as atividades deste dia acontecerão no CEU Campo Limpo.

Quarta-feira (7/11) é dia de Sarau da Cooperifa. É também o dia da literatura. Essa vai ser a noite da glória. Às 17h na Casa de Cultura do M’Boi Mirim, o poeta Sergio Vaz coordenará um debate sobre produção literária da Periferia.

O Cinema terá lugar na quinta-feira (8/11). São cerca de 15 produções, todas de cineastas periféricos. Começa as 16h com o belíssimo “Dança das Cabaças: Exu no Brasil”, de Kiko Dinucci (média metragem), e termina com outro documentário, absolutamente fundamental para se entender a cultura suburbana: ”Panorama: Arte da Periferia”, de David Vidad, Anabela Gonçalves e Daniela Embóm. O CEU Casablanca será o endereço do cinema periférico.

Na sexta-feira, o teatro entra em cena. O dia começa com um café da manhã. As 8h30, diversos coletivos teatrais da periferia farão um colóquio regado a pingado e pão com manteiga. Às 11h, começa a jornada cênica que vai até às 20h30. Serão oito apresentações.
Tudo no Centro Cultural Monte Azul.

Sabadão chegou e a música vai tomar conta no encerramento, a acontecer no palco da Casa de Cultura do M’Boi Mirim.

A Semana de Arte da Periferia mostrará que na favela a vida é bela, apesar da mazela. Os arrabaldes das metrópoles também têm seus encantos.
Quem não tem contato com o subúrbio acaba incorporando involuntariamente o imaginário segundo o qual os habitantes dos fundões das cidades são gente condenada à desgraça do mundo. E é a graça de viver na periferia que será celebrada neste evento histórico.
Será um evento único. Não tem outra edição programada.

Transcrito de Eleilson Leite (Ação Educativa)