conv eletr p lançamento global da Cartilha de Diretrizes para a Cultura Potiguar

Dia 07 de julho próximo às 10 da manhã será
apresentado em Natal a Cartilha de Diretrizes para a Cultura Potiguar.

O lançamento oficial do documento se dará
com uma coletiva de imprensa no auditório do IFRN Centro.

Estão sendo chamadas todas as autoridades e gestores da área cultural,
representantes de fóruns setoriais, gente da imprensa, assim como todo
e qualquer cidadão interessado em fortalecer a cadeia artística do RN.

Compareça!

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Transcrevo logo abaixo texto escrito por Clotilde Tavares e postado no seu blogue:

Hoje abri o jornal Tribuna do Norte e li a matéria sobre o calote dos órgãos públicos na área da cultura, duro calote imposto aos artistas que trabalharam no Festival Agosto de Teatro, (realizado em outubro de 2010) e no Dia da Poesia (14 de março de 2010). O primeiro é um calote estadual, da alçada da Fundação José Augusto. O segundo, um calote municipal, de responsabilidade da Funcarte.

Aí eu me lembrei do ano passado, quando Ivonete Albano me convidou para dar uma oficina nesse mesmo Festival Agosto de Teatro. Pedi um tempo para pensar, escaldada que estava de calote idêntico que o Governo da Paraíba vinha ensaiando comigo, porque eu havia dado uma oficina no Fenart (Festival Nacional de Arte) em João Pessoa no mês de maio e ainda não tinha recebido o pagamento.

Eu acho um absurdo essa lógica de que “trabalhar para o Estado é assim mesmo, demora-se muito a receber”. Se a burocracia para o pagamento é grande, por que não diminuem o trâmite, por que não agilizam? Quando querem, quando é do interesse deles, num instante fazem tudo depressinha. Pois é.

Então, voltando ao tema, quando eu estava para decidir se iria dar ou não a oficina no Festival Agosto de Teatro chegou um convite para fazer um trabalho em São Paulo, na mesma época. Falei com Ivonete Albano, coordenadora do Festival e ela foi muito gentil, me dispensando do compromisso. Aí lá fui eu para Sampa, onde trabalhei, recebi meu dinheiro e escapei de tomar esse calote monstruoso que envolve não somente os artistas locais como gente de outros estados e com nome conhecido, como Amir Haddad e Kil Abreu.

Essas duas histórias de dívidas não pagas que são o tema da matéria da Tribuna do Norte são apenas duas histórias, porque existem muitas, inúmeras. Você, que é da cultura e está lendo este post, deve conhecer pelo menos uma história de dívida não paga.

O fato é que o poder público do Rio Grande do Norte – e quero dizer Governo do Estado e Prefeitura de Natal – não respeita os seus artistas, não respeita os trabalhadores da cultura e não respeita o povo para quem nós produzimos.

A incompetência da gestão pública na área da cultura neste Rio-Grande-Sem-Sorte percorre amplo leque de inoperância, incúria administrativa e percepções equivocadas da atividade cultural. Vai desde a ausência de uma política cultural, passando por um plano de aplicação dessa política – que não existe – com dotação orçamentária que viabilize esse plano até a falta de respeito pura e simples como vemos nas entrevistas que dirigentes culturais concedem aos jornais.

Confesso que hoje de manhã, ao abrir o jornal, fiquei triste de ser artista e de morar no Rio Grande do Norte.

Nota: O Governo da Paraíba me pagou o cachê do Fenart em outubro de 2010, quase às vésperas do segundo turno das eleições, mas isso só depois que eu botei a boca no trombone pelo twitter e fiz uma zoada tão grande que eles acharam melhor me pagar. Sei que outros grupos e artistas que trabalharam não receberam até o dia de hoje.

http://anoivadosol.wordpress.com/2011/06/18/calote-na-cultura/

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Fora Micarla!

14 junho, 2011

Manifestantes assomam à sacada da Cam Mun Natal

Tomou vulto o movimento para a derrubada da prefeita de Natal.
A moça é bunitinha, mas é ordinária. Sem ofensa.

Assim, dia a dia, vem se fortalecendo a campanha, que ainda poderá gerar muitas surpresas.
O fato vem sendo emblemático, já repercutindo nacionalmente, recebendo apoio de vários nomes importantes.
A própria imprensa e as repercussões imparciais da mídia natalense estão chamando a atenção de muita gente.
Hoje estava ouvindo o rádio e fiquei pensando quando o jornalista, um antigo, dono, disse ao terminar seu comentário diário:
– Espero que amanhã tenhamos um outro assunto …

Enganou-se, o pobre.
Muita boa refelxão vem sendo feita, escrita, dita.
Dentre as muitas pincei essa, que reproduzo na íntegra, por estar mais voltada pra o setor que me interessa.
O texto foi escrito pelo editorial da Revista 14, como aponta o link da fonte, logo abaixo da transcrição.
Leia!

Há um sentimento comum em Natal de insatisfação com a atual prefeita Micarla de Sousa. Não é algo recente, nem concentrado em determinada classe social ou política. É generalizado. De acordo com a última pesquisa de opinião feita pela Start, o desgosto já atinge oito em cada dez natalenses. As reclamações vão desde o excesso de buracos nas ruas, a falta da coleta de lixo e de transparência da atual gestão e até aos calotes em fornecedores, prestadores de serviços, músicos e artistas em geral. Está tudo parado. As secretarias estão sucateadas. Há fortes indícios de fraudes e mau uso do dinheiro público.

Em três anos de gestão, Micarla de Sousa nomeou três presidentes para a Fundação Capitania das Artes (Funcarte) – órgão com valor da secretaria municipal de cultura. O primeiro, César Revorêdo, inspirou talvez até alguma esperança no início da gestão. Saiu oficialmente por falhas no processo de pagamento dos servidores. Extraoficialmente porque discordava da forma como a prefeita queria impor a sua vontade no Natal em Natal, principal evento da cultura cidade.

Na gestão Micarlista a cultura só perdeu. Eventos como o Encontro Nacional dos Escritores que reunia grandes nomes da literatura ou o próprio Salão de Artes Visuais foram descontinuados. O Auto de Natal no fim do ano perdeu força e hoje desperta mais desconfiança do que expectativa nos artistas. O carnaval – que sempre foi pequeno – reduziu-se a quase nada. O teatro Sandoval Wanderley fechou de vez. Editais de prosa e poesia foram extintos. A Brouhaha atualmente é só uma vaga e boa lembrança.

Não foram nem uma, nem duas, nem três vezes que artistas tiveram que organizar protestos para receber cachês. Muitos ainda têm dinheiro pendente para receber. Até em pequenas coisas a prefeitura fez lambanças, como quando teve a iniciativa de derrubar o Circo Grok – ponto de cultura. Ou quando a prefeita verde derrubou a árvore da cidade, um marco de Natal reconhecido pelo folclorista Câmara Cascudo. A Funcarte foi sucateada. Nem os telefones funcionam por falta de pagamento.

Das mãos de César Revoredo que – pasmem – talvez tenha sido o ‘menos ruim’ presidente do órgão da era micarlista, a entidade passou ainda por Rodrigues Neto. Jornalista filiado ao PV, Rodrigues era o boneco de Olinda da prefeita dentro do órgão: fazia o que a alcaidessa queria e amargou toda a culpa pelas dívidas e pelo sucateamento do órgão. Deixou a Funcarte pior do que quando pegou e saiu pela porta dos fundos com total desaprovação da classe artística. Hoje está escondido em algum cargo comissionado da gestão municipal.

Nem o suposto aumento do orçamento de R$ 8 milhões para R$ 12 milhões anuais atenuaram o problema financeiro do órgão. A paralisia resultado da falta de capacidade administrativa é o tom de toda a prefeitura e a cultura – como sempre – é a que sai mais prejudicada. O Diário de Natal deste sábado saiu com mais uma: a Funcarte tem só R$ 1 milhão para a cultura até o fim do ano. E mais, o órgão não pode captar dinheiro junto a Ministério da Cultura, motivo? Inadimplência.

Desastre talvez seja a melhor palavra para definir os últimos três anos da Funcarte. O atual presidente Roberto Lima é tido como um administrador melhor do que os outros dois (me pergunto quem não seria?), mas é um cara que não tem contato com a cultura potiguar, não conhece os artistas e nem a realidade da área. Lima, que segundo o Diário, tenta arrumar a casa foi peremptório em entrevista dada ao jornalista Sérgio Vilar: a situação daquela casa está feia.

A despeito de um ou dois heróis que tentam alguma coisa ali dentro – a iniciativa de ocupar a árvore de Natal, por exemplo, foi muito boa, pena que não seguiu adiante – infelizmente não apagam o tom geral do órgão. E é por isso que a Revista Catorze como veículo que apóia os artistas locais, que preza pela cultura não só a natalense, como a potiguar, uniu-se ao coletivo #foramicarla que está há mais de quatro dias acampada na Câmara Municipal e pede a saída da prefeita do poder.

Entendemos que ela representou um retrocesso em termos administrativos em todas as áreas – principalmente na cultura. E além de nos unirmos ao coro, convocamos os artistas, agitadores e outros a entrar também na roda e tentar fazer história. É preciso mostrar aos governantes que valores como competência, ética e moral são fundamentais para a cidadania e a democracia hoje e que a população está atenta e vai cobrar dos poderes constituídos.

A presença de Micarla de Sousa na prefeitura é nociva a toda cidade e em particular à cultura local. A equipe da prefeitura é intransigente e arrogante nas críticas, vive na fantasia de que tudo é um plano maléfico de atores políticos orquestrados. Não param para enxergar o próprio umbigo. Eles vivem no mundo da borboleta, o pior cego é aquele que não quer ver. Enquanto isso a cidade afunda diariamente em dívidas e amarga a gestão daquela que é por muitos considerada a pior prefeita do Brasil.

http://revistacatorze.com.br/2011/editorial-quem-nao-pula-quer-micarla

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Forró da Tropa

8 junho, 2011

Se tiver afim de dançar um forró, se programe, pois sexta-feira (10) a partir das 22h, tem o Arraiá do Circo Tropa Trupe.

E quem vão tocar são um trio de forró arrochado e o grupo de música regional Bando das Brenhas, com Ângela Castro no vocal e os músicos Baia, Jailton, Kleber e Tiquinha. A entrada é franca!

Mas a festa não acaba por aí: entre fogueira, bandeirinhas e balões ainda tem quadrilha improvisada, comidas típicas e correio e twitter elegante pra ajudar na paquera.

Serviço
Arraiá do Circo com Bando das Brenhas e Trio de forró, quadrilha,correio elegante,
Sexta-feira, 10 de junho, Circo Tropa Trupe
Entrada Franca

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Solicitada pelo Fórum Potiguar de Cultura e demais segmentos culturais da cidade, foi convocada uma audiência pública para o próximo dia 08 de junho, via o gabinete do vereador George Câmara.

Na pauta:

Edital 2011 do Fundo de Incentivo à Cultura
Gestão da Funcarte (foi solicitada uma prestação de contas do gestor)
Mobilização para IV Conferência Municipal de Cultura, que deve se realizar até julho próximo

Todos, assuntos de interesse geral dos que trabalham pela cultura da cidade do Natal.

Quarta-feira, dia 08 de junho, às 9h, Câmara Municipal de Natal.

Comareça e divulgue!

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