A caravana musical potiguar que foi à Feira de Música de Fortaleza regressou do encontro no Ceará após uma bem sucedida participação de seu grupo, que investiu junto com o Sebrae/RN num modelo diferenciado de sua atuação dentro do evento, convidando a vizinha Paraíba para fundirem seus estandes, ambientando-os com decoração personalizada e contratando equipamentos de sonorização, o que resultou numa programação festiva e rica, com pequenas apresentações de artistas dos dois estados, e também com uma excelente repercussão nos quatro dias da feira no Dragão do Mar.

De volta, o coletivo que se reúne através das entidades que estão organizando o setor no RN, já enviará nessa semana dois de seus nomes para o Iº Seminário de Cooperativismo Musical, a acontecer na capital acreana Rio Branco entre os dias 24 e 28 desse mês. Estarão entre os participantes os músicos Paulo Sarkis e Esso Alencar, respectivamente vice e presidente da recém-criada COMPOR – Cooperativa da Música Potiguar.

Cada vez mais alinhada com os novos pilares que estão sendo erguidos para dar sustentação a um grande sistema cultural no país, a Rede Potiguar de Música anuncia para este semestre a publicação de um catálogo que começa a listar os profissionais do segmento em atividade na capital e região metropolitana, devendo avançar para alcançar outros integrantes noutras regiões potiguares em suas versões futuras.

Outra clara intenção do grupo será contribuir de forma efetiva para o processo de formatação de uma política pública objetiva e transparente para o setor, fomentando o desenvolvimento de ações favoráveis aos que trabalham dentro da cadeia produtiva da música, com mecanismos de incentivos concretos. Além do mais, os músicos e produtores locais se ressentem do tratamento desigual e mesmo falta de respeito das instituições políticas do município e estado, em relação aos casos do pouco investimento na esfera local versus os cachês abusivos, constatados com o pagamento dos shows da trupe gospel Diante do Trono agora (250 mil), e antes o Pe. Fábio de Melo (200 mil), por exemplos. Os dois valores superam o do Fundo de Incentivo à Cultura – FIC 2011, que saltou de 200 para 400 mil esse ano, tendo que atender a todas as demandas de todos os setores culturais do município.

Estes fatos fazem notar o distanciamento da diferença entre os padrões de contrato, evidenciando o desprestígio das pautas dos artistas que trabalham com a música potiguar. Para combater estas distorções aberrantes, são aconselháveis medidas legais, que possam reduzir essa margem gigante que despeja recursos no que é produzido lá fora em detrimento do local. Cobra-se ainda a lisura das entidades públicas da área cultural no que diz respeito ao atraso no pagamento de cachês, cumprimento de editais, a efetiva participação dos conselheiros representantes da sociedade civil, mais a agilidade para implantação dos planos estadual e municipal de cultura, adesão ao sistema nacional e investimentos no setor, com recursos aplicados em projetos discutidos com a classe.

Várias novas ações estão sendo avaliadas entre os cooperados e outros integrantes da Rede, como instrumentos que possam ser favoráveis ao seu aprimoramento e úteis no fortalecimento e avanço da situação.

Esso Alencar

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Embora ainda não haja visto o edital de convocação para a nova eleição do Conselho Municipal de Cultura, e sequer uma nota a respeito da Conferência Municipal, esta está prestes a acontecer entre os dias 09 e 10 próximos, segundo está apurado junto a alguns membros do conselho.

Apesar de não ter informações oficiais, publicadas pelos que de fato e direito deveriam se expressar a respeito deste assunto, queremos dar condições para o bom proveito de um evento com esta natureza, e creio que devamos exigir toda a transparência nesse processo, pois ele é essencial na configuração da representatividade e outros tantos detalhes que estão em formatação nesta nova etapa da política cultural brasileira, se em consonância com o SNC (Sistema Nacional de Cultura).

Portanto, esta mensagem é um alerta para que todos os setores, organizados ou em busca disso, possam se articular, movimentar seus fóruns, discutir as questões inerentes a um bom caminho para a condução de seus trabalhos, …

Só assim acreditamos ser possível estruturarmos cada vez mais e melhor a formatação de uma política cultural decente, condizente com as necessidades de cada lugar, que atenda aos acordos estabelecidos pelas entidades que lutam juntas para trazer cada vez mais consistência ao universo cultural brasileiro.

ESSO ALENCAR
grupo Locau!
Fórum Potiguar de Cultura
Fórum Permanente de Música

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