O Som que Vai

26 novembro, 2013

O Som que Vai      (para ilustrar esse texto, música dedicada à Manoca por Lulinha Alencar)

Singelo.

Talvez seja este um bom termo para adjetivar uma pessoa tão querida. A morte de Manoca abalou grande parte da moçada que lida com a música no RN e além destas fronteiras sísmicas. O chão tremeu.

Com sua ida, sem que nunca mais nenhum instrumento possa de novo produzir algum som através de suas mãos, ficam órfãos muitos dos que com ele aprenderam suas primeiras noções teóricas em música.

Assim, essa alma linda, ajudou a construir o conhecimento de dezenas e mais dezenas de estudantes, acadêmicos ou não, harmonizando o mundo e essa esquina continental quente onde habitamos.

Ser iluminado, agora alado, encontra-lo era como sentir a confiança próxima, sem receio de turbulências, sem histrionismos, sem sobressaltos, sem. Parte de sua beleza estava em sua simplicidade.

Ontem, abrir as mensagens que davam conta de sua morte, mais parecia uma dessas troladas a que estamos nos acostumando a ver espalhadas por aqui.

No entanto, tendo sido cumprido o seu destino entre nós, cá permanecemos a enfrentar a hostilidade dos dias, vivos ainda, a desafiar os empecilhos existenciais e a continuar essa marcha trágica que nascemos para cumprir.

Sua expressão mansa será guardada conosco, pelos que contigo aprenderam, pelos que contigo conviveram, dos mais próximos aos mais distantes, pois sua pessoa sempre inspirou serenidade, firmeza e coragem, até o fim.

leia a coluna a/cEsso

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