Caras,
Antes de tudo, ‘músicos da terra’ é …   digamos: Anacrônico.
Caramba! Que coisa mais velha.

Também não toquei; nem no carnaval nem em nenhuma outra ocasião aberta por edital oficial aqui na capital. Mas participo de todos, sem ilusões.
Aposto no formato da ‘chamada pública’, que presumivelmente explicita de modo mais vistoso todo o processo, dando mais transparência aos gastos e colaborando com o aperfeiçoamento e maior qualificação dos artistas, às vezes até indiretamente.

Críticas, hão sempre de haver, e é bom mesmo que sempre tenha, seja por inconformismo ou qualquer outro motivo justo, fundamentado e consequente, o que também contribui para uma avaliação e posteriores ajustes aos seguintes.

Minha posição é bastante resumida: para mim, é imprescindível uma cultura de participatividade cada vez maior por parte dos músicos, discutindo e propondo alternativas aos gestores, produtores e demais envolvidos com o segmento. Só assim poderemos evoluir para a abertura de editais em outros períodos – como o junino e o natalino, por ex. – , criados e propostos por nós, para, principalmente, ajudar a nos aproximar do nosso público, o local.

Se munidos de argumentos fortes, certamente poderemos influenciar na abertura de editais (chamadas públicas) de outros municípios da região metropolitana, cavando alternativas para os investimentos das prefeituras nesta área, atualmente destinadas basicamente a cachês superfaturados, que são negociados mafiosamente entre empresários sem caráter e administradores insensíveis.

A música É um bem precioso. Sempre foi. Sempre será. Coragem!
Parabenizo a todos os contemplados, e espero que todos tenham feito questão de exigir condições razoáveis de trabalho, logística e tecnicamente, e que todas estas experiências sejam capazes de nos unir cada vez mais em busca de ganhos comuns.

Natal, Sempre Sol!

Esso Alencar (cantor/compositor)

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