RN Criativo

21 outubro, 2014

Protesto do RN Criativo na abertura da Cid da Criança

Protesto do RN Criativo na abertura da Cid da Criança

Implantado em Natal sob convênio entre o Ministério da Cultura (MinC) e a Fundação Jose Augusto (FJA), o RN Criativo foi aberto a 22 de maio para efetivar uma ação na área da Economia Criativa, atendendo a uma demanda de expansão dessa área e o fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura. A equipe contratada para a execução dessa meta, selecionada por uma comissão chefiada pela SEC (Secretaria de Economia Criativa), envolve em sua maioria profissionais da área cultural com vasta experiência no campo em questão, tendo se empenhado desde o primeiro momento em cumprir os objetivos desse trabalho.

No entanto, após cinco meses, infelizmente, sem depositar a contrapartida devida (no caso, 300 mil de hum milhão e meio), a Fundação Jose Augusto compromete de forma desrespeitosa e acintosa mais um projeto relevante para a comunidade artística e produtiva do estado, justamente o contrário do que justifica para existir. Afinal, sem sequer gastar pouco mais de 30 mil/mês, durante um ano, não será mesmo possível capacitar novas dezenas de agentes culturais espalhados por todo o vasto território potiguar, todo ele repleto de artistas por demais carentes de novos saberes que os incluam entre os que estejam aptos a gerirem suas ideias com clareza e desenvoltura. Pois este foi um dos pilares fundamentais para a abertura do escritório em Natal, que mesmo ao revés desse descaso com a cultura, ainda chegou a realizar importantes eventos como palestras, oficinas, credenciamento de agentes culturais e atendimento em consultorias, além de articulações com parcerias que dessem conta da perfeita execução deste convênio.

Tudo agora a um passo de ser descartado pela nossa fundação de cultura que ameaça sustar o acerto entre ela e o ministério, segunda alega, por falta de recurso para honrar o contrato. Será mesmo? Não é conveniente que aproveitemos para indagar à instituição qual sua real implicação com o nosso desenvolvimento cultural? Qual a razão de sua função nesse contexto? A única biblioteca de Natal sob responsabilidade pública ficou fechada durante toda essa gestão, as Casas de Cultura são uma política de fachada, o Plano Estadual de Cultura sequer foi enviado ao legislativo para ser apreciado ou votado, o Fundo Estadual de Cultura é um engodo, e nem mesmo o Agosto da Alegria, cartão-postal da famigerada Secult/RN deu em alguma coisa, a não ser num tremendo fiasco, ruborizador, pra quem tem vergonha na cara.

Por outro lado, alguns de nós, integrantes dessa equipe do RN Criativo, estamos submetidos a uma situação embaraçosa, passando por dificuldades circunstanciadas em virtude dessa roubada em que fomos enfiados por uma entidade de dúbio caráter: o de ser uma instituição incumbida de promover a cultura desse estado ou apenas um cabide de empregos com feições eleitoreiras.

Apesar de tudo, ainda assim, estamos crentes numa solução plausível, e que a partir de nossa mobilização possa surtir numa negociação que chegue a bom termo entre partes envolvidas. Quem dera!

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