bosco fpc

Bosco Araújo (UFRN) ladeado por Artemilson Lima (IFRN) profere sua fala no III FPC

O que está acontecendo com o setor cultural neste momento, se tratando da gestão estadual, mostra que a chamada classe artística potiguar e seus demais agentes é uma segmentação social ainda apenada pela falta de senso coletivo, em busca de uma maturidade que vem nos deixando à deriva no campo político, como se fôssemos desligados de um processo que faz parte de nossa dimensão humana enquanto seres pensantes.

Apesar da queda de dois gestores em menos de um ano, não se esboçou de forma sistematizada qualquer movimentação no sentido de dialogar com as chefias do governo uma saída para uma situação tão desfavorável. Ainda mais quando, durante a campanha, o hoje governador assumiu vários compromissos com os agentes culturais, inclusive o de nomear um gestor indicado por estes.

Claro que os problemas no âmbito da cultura vão além e muito além da gestão, e que muitas outras questões precisam ser encaradas em relação ao descalabro que é essa fundação, desde sua fundação. Mas o fato é que é na gestão que se faz a diferença; tanto que é a pessoa gestora quem simboliza uma determinada fase, consolida um modelo, ou ao menos torna-se uma referência frente a instituição.

E o certo é que após mais de 10 dias do rompimento partidário que ocasionou a saída do diretor geral da FJA do seu cargo, ainda nos encontramos acomodados em nossos assentos à espera do que será decidido pela cúpula do governo e seus cupinchas, sem nenhuma qualquer mobilização aparente, sem propostas, sem discursos, sem denúncias. Sem.

Como tivemos um encontro do fórum potiguar de cultura na semana passada, notadamente este foi um assunto que perpassou as conversas informais e se infiltrou na programação, mas também mais uma vez saímos sem um encaminhamento claro em relação à abertura de uma interlocução com o governo no tocante ao ambiente cultural e às políticas concernentes.

Aliás, o fórum, a meu ver, deveria constituir uma comissão formada por integrantes das linhagens artísticas e dar continuidade ao fortalecimento das causas comuns que imploram para serem tratadas numa luta conjunta, que não tema o exercício de nosso protagonismo cidadão, pois na atualidade tem sido imprescindível a construção de plataformas de interação que busquem representar seus interesses diante dos desafios intrínsecos ao fazer cultural.

Não é por sermos artistas que não tenhamos que nos unir em face de determinadas ocorrências. Desse jeito, apenas setores mais engajados na criação de políticas para suas respectivas áreas, industrial e/ou comercial (por exemplos), conquistarão avanços significativos, enquanto sobrará para nós o papel de reclamantes e a pecha de alienados.

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A Ótica da Ética

17 março, 2016

Venho acompanhando a situação há algum tempo, observando mais de perto o cenário desde as jornadas de junho de 2013, e com mais intensidade nesses últimos lances. A patetice histórica da política partidária brasileira ganhou capítulos cada vez mais emocionantes, tendo chegado ao seu auge nessa noite obscura de ontem, 17 de março.

Anteontem, essa trama ganhou contornos inacreditáveis, com a divulgação de audios envolvendo a presidência da república, dando a partida a uma animosidade mais expressiva da população, que já vinha previsivelmente se esfregando desde a prisão coercitiva do ex-presidente. O ato, como se sabe, soou indecoroso, abortou a condução do investigado para Curitiba e repercutiu frontalmente a onipotência do judiciário perante a figura do velho operário, chamando a atenção do país para o tratamento diferenciado que foi dispensado ao peão petista.

A mim, importa sumariamente que sejam dadas garantias constitucionais que permita o aprofundamento das investigações contra a corrupção, inclusive as que estão em curso aqui no RN, que envolve de senador da república até os fanstaminhas da Assembleia Legislativa, passando pela procuradora-geral da casa e seu filho, os desvios nos contratos dos grupos musicais pelas prefeituras municipais, os crimes insolúveis ou sequer investigados da periferia, enfim, tudo. E todos. Mas o que vimos assistindo desde muito tempo antes desse, há aproximadamente cinco séculos, tem sido o olhar severo de uma justiça que não é isenta nem imparcial, que favorece os mais ricos e desce com força sua chibata sob o lombo dos pretos (ainda), pobres e desvalidos sociais. Juízes deslumbrados e partidarizados satirizam em suas sentenças as distinções dos seus cargos, dando carteiradas na nossa cara, todos os dias.

A grande mídia, vexatória, aponta sua força para a deflagração de um embate com viés notadamente tendencioso, onde suprime o justo jornalismo por uma pequena pauta de favores aos seus patrões, inviabilizando uma cobertura equilibrada dos fatos, tão essencial para o momento de tensão. A pólvora está para acender. Vamos ao que interessa: a tevê obtusa quer nos jogar dentro de uma guerra, que já começou, aliás. E nas mídias sociais ela já é bastante virulenta. Sem dar-se forma ainda explicitamente, de maneira velada nós já estamos em confronto, em bate-papo constrangentes com amizades queridas, em beligerâncias fotuitas, em ativismos virtuais que vão escorrer para o asfalto das ruas daqui a pouco, nos empurrando para um enfrentamento fratricida. Chega a ser acintoso (mais uma vez) saber que nos protestos marcados para hoje em São Paulo, a avenida paulista já está acampada há mais de 30 horas pelos integrantes do grupo que já a usou para se manifestar no dia 13, justamente em frente ao prédio simbólico da federação dos industriais, com mesas bem servidas cobertas com lençóis de linho branco, onde se refestelam aqueles que pedem a saída da presidente do poder. Desde ontem, já uma série de agressões bizarras foram perpretadas por estes grupos, e suas aparições nos vídeos que não param de postar na internete nos mostra o perfil de um público transtornado, fascistoide, caracterizado por uma alta agressividade a quem não segue seus ritos.

Não parece muito embaraçoso para a elite branca do país ir para as ruas vestindo justo a camisa da seleção brasileira, que como todos sabem, é dirigida por uma tropa de corruptos, tendo sido o seu honorável chefão até há pouco, o Sr. Marin, preso fora das nossas fronteiras como integrante de uma quadrilha internacional que desmoralizou a instituição do futebol e os seus cartolas, acarretando a seus patrocinadores um questionável debate sobre o apoio a um setor tão viciado em negócios podres. Não parece nada embaraçoso, à parte da sociedade brasileira, que hoje tenha sido dada a largada a um processo político de cassação do mandato presidencial eleito democraticamente, justamente por um fascínora, corrupto e corruptor de marca maior.

Não pensava assistir a tudo isso assim, quase de uma hora para outra, com esses desdobramentos tão incendiários, a levar o Brasil novamente para outro recuo ao fosso da ignorância. Quero uma nação mais justa, menos segregadora, mais confiável, mais sadia, mais plena, e sobretudo, mais livre. Por isso, após essa reflexão vigilante, tomei a decisão de ir à rua hoje, para defender essa democracia que, se não atende minha utopia, ao menos alimenta o meu desejo de que um dia, ainda um dia, possamos alcançar um estatuto mais justo de povo, sem distinção entre quem simplesmente toma uma cachaça e quem quer é cheirar o seu pozinho em paz.

Para bom entendedor, meia tonelada basta.

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Palco

lançamento da RPM em 2010

Em Natal (RN), foi liquidada a Cooperativa da Música Potiguar – COMPOR.
O processo para encerrar a atividade da entidade já vinha se dando há alguns meses, mas o caminho para dar a baixa na junta comercial é demorado, muito burocrático, aborrecente e enjoativo. A cooperativa havia nascido em 2011 para dar um passo em relação a uma aposta do segmento música nacionalmente, que buscava no cooperativismo musical uma nova plataforma de viabilidade a modelos sustentáveis para seus associados. Mais da metade do grupo afluiu naturalmente da própria RPM – Rede Potiguar de Música, lançada em 2010 e que naquele momento resolveu se integrar na desafiadora experiência coletiva. Hoje, passado o tempo, a maioria dos membros envolvidos àquela época com a perspectiva de termos a cooperativa como um braço gerador de renda para os associados, estão em outra categoria: o MEI, Micro Empreendedor Individual, que veio a se tornar uma alternativa viável para o perfil do artista/produtor integrante da nossa empresa.

No geral, em termos mais abrangentes, creio que não sejamos a exceção. Outras cooperativas nascidas ou em formação espalhadas pelo país afora também passaram ou passam por dificuldades, sejam financeiras ou administrativas e deram pouco resultado para quem nelas se encostou com a pretensão de se engajar em um modelo novo e experimental para a música brasileira. Aliás, a maior parte dos pontos que orientaram a política pública para o setorial, advindos da intensa mobilização ocorrida durante o período em que Gilberto Gil estava à frente do MinC, foram gradativamente sendo dissolvidos, devagarinho, e agora pouco resta do projeto que se esboçou através do Fórum Nacional de Música e demais entidades que diziam representar as ambições do setor.

Dá para ver com clareza que o enguiço não está pontualizado numa só zona, cidade ou estado. O nó é mais embaixo e certamente tem a ver com a própria natureza da arte que fazemos, mas é duvidoso fazermos qualquer avaliação acerca dessa situação sem que nos coloquemos como sujeitos implicados dentro dessa esfera, para a qual devemos continuar a contribuir, se quisermos consolidar alguma conquista nesse tabuleiro complexo, em que tem se tornado cada dia mais crítica a construção de uma política pública de cultura para as nossas artes.

A impressão que me dá, é que assim como localmente – pra variar! – temos uma série de dificuldades envolvendo os procedimentos e encaminhamentos relacionados, também num nível macro (nacional) atravessamos uma fase sem muito entusiasmo, algum ressentimento e nenhuma conquista significativa do ponto de vista do alcance simbólico ou pragmático, no sentido de nos mover avançando. Mesmo as discussões virtuais vieram se encolhendo, algumas foram desqualificadas pelo teor em si, e para completar, em nada foram ajudadas pelas pautas confusas ou retrógradas que as constantes mudanças no comando do ministério fizeram recuar. É óbvio que estamos tratando de um movimento da sociedade civil, mas não devemos deixar de contar com a importância dos pactos que foram discutidos e encampados em conjunto com o poder público, muitos deles, fracassados.

Também do nosso lado, como agentes criativos e donos de uma consciência que dialogue com o estético, mas também com a cidadania, é forçoso reconhecer que as estratégias e rumos a que vimos nos dirigindo desde que teve início essa mobilização nacional, iniciada ainda com as câmaras setoriais, não evoluíram para uma necessária adequação ao presente e vem nos impondo duras derrotas e penosos percursos, estéreis. A que devemos responsabilizar esses erros? Qual a saída para encabeçarmos uma retomada de nossa mobilização, se é que há hoje um ambiente favorável a esta alternativa? Onde buscar condições para agir sob um diálogo unificado, que atente para as demandas regionalizadas, mas que seja posto de pé sob bases estruturantes que perpassem toda a cadeia produtiva, incida sobre nossa realidade e nos traga respostas eficazes?

São muitas as questões que estão a exigir de nós uma melhor definição, mais clara, mais coerente, mais coesa e também mais efetiva, oferecendo um norte ao nosso horizonte desarmonizado.

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Suzinha

17 janeiro, 2016

SUZINHA
(Esso A.)

Lá vai ela
É, lá vai … Lá vai ela
Ela vai sozinha, sozinha
Pela estrada, pela calçada
Dando risada, descabelada
Toda safada … À toa
Muito bom, muito boa
Gostosa que nem … só ela

Só, ela vai!

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Betinho.jpg

Que falta nos faz um homem como Herbert de Souza, o Betinho.

Foi ele quem abriu a X Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo sexta, no auditório do IFRN Centro. Sua figura, de aparência tão frágil, revela um ser humano dotado de uma fortaleza.

Reviver sua presença me fez lembrar que foi a partir de sua campanha nos anos 90 que compus a música para o texto famoso de M. Bandeira: O Bicho.

A Mostra vai até 25.
Aproveitem!

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Cosmopolítica

25 outubro, 2015

Vivemos uma semana (passada) com um fato chamativo: a exoneração do Bico.
Rodrigo foi cantado como o secretário de cultura, o mais jovem, na verdade, a ocupar o cargo de direção da Fundação Jose Augusto, e também entre todos os outros em funções equivalentes nos demais estados.

Sua nomeação, após um grave suspense nos bastidores do partido que o indicou, atendia por suposto a uma indicação do Fórum Potiguar de Cultura, que ofereceu ao governador eleito uma lista tríplice, atendendo a uma promessa de campanha do político, que se comprometia a empossar um nome sugerido pelo setor cultural.

No comando, Rodrigo Bico montou sua equipe e se dispôs a construir através de muitos diálogos uma agenda para a área. Foi em frente e está a um passo de lançar um conjunto de chamadas públicas contemplando várias linguagens, num edital que provavelmente levará em conta as propostas recolhidas e a capacidade orçamentária da entidade, que é bem baixinha.

Embora o fato do nome de Bico estar entre aqueles que foram indicados pela sociedade civil, em um protocolo oficial entregue à época por uma comissão formada para este fim ao então coordenador da equipe de transição do novo governo, embora assim, nunca houve por parte do dirigente a apropriação desse fato simbólico. Nem muito menos os próprios artistas seguiram seu rito de empoderamento, haja visto que de modo concreto nada aconteceu. Nem sequer sabemos como está o processo para a criação da secretaria, outro compromisso de campanha de Robinson Faria.

Ou seja: tudo parece ter ficado atrás do pano da cortina partidária. Tanto que agora, ao se afastar da parceria, a senadora Fátima Bezerra leva também junto os seus peões. E mexe nesse tabuleiro de peças frágeis que é a construção de políticas públicas, feitas a partir da inclusão, da participatividade cidadã, e não meramente de um jogo carteado do poder. Então, é nisso que dá. Se Rodrigo Bico fosse realmente uma indicação da sociedade civil e por ela tivesse ele a garantia do seu posto, independente de facções, correntes ou dissidências, outro seria o desfecho de sua gestão.

Nosso papel, como seres sociais, é o de desconstruir essa lógica batida. É crer que como grupos organizados devemos e podemos protagonizar atos reformadores de uma política sem espelhos voltados para o passado. É ir adiante, tomando a dianteira, e deixar esse negócio de ficar correndo atrás.

Para mim, integrando o FPC (Fórum Potiguar de Cultra), quando da realização do debate entre os candidatos, quando do compromisso em dar assento a um nome indicado pelo setor, quando nos mobilizamos para fazer a Plenária da Indicação, enfim em todos estes atos, estamos assumindo nossa parcela de responsabilidade sobre conduções políticas que demandam a justa participação dos interessados.

E agora? O que faremos? Com a queda inesperada do atual gestor, como ficamos?
Mesmo que a indicação pertença de fato ao PT, sendo Fernando Mineiro o certo fiador desse espólio, nossa atitude deveria ser o de oferecer um nome, construído (que seja!) pelas lideranças culturais em seus muitos segmentos. O Fórum Potiguar de Cultura está atualmente sem uma comissão executiva, me restando a única função de mobilizar as gentes.

Para fazer isso, resolvi escrever isso.
É muito mais digno uma luta justa.

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Música em Natal

12 agosto, 2015

a música espera na calçada

Esperando na Calçada

Falo de música.
A daqui: Natal/RN.

A comunidade musical da cidade, principalmente seus artistas autorais, andam às voltas com uma realidade acidentada, já historicamente conhecida, que traz nas suas raízes fatos manjados, por demais identificados, discutidos e nunca resolvidos. Tal situação se dá nas duas vias, a pública e a privada, mas meu foco nesse artigo é a falta de apoio institucional, do ente público, daquele que em tese tem o dever, a obrigação moral e a responsabilidade social de executar uma política destinada a fortalecer, fomentar e efetivar uma ação em favor do bem cultural em questão.

E tem sido mínima, para não dizer inexistente, a pauta entre o segmento da música natalense e a atual gestão cultural do município. Pífia, vacilante e desmotivadora. Cada qual que dê os seus adjetivos, mas os meus não passarão destes. Ora, como posso qualificar diferentemente, se passado já bem mais da metade desse mandato, praticamente nenhum (repito: nem um) programa, sequer um projeto, foi até o momento discutido com propostas que visem contemplar a produção musical da capital? Nada. Quem quiser contar algum evento pontual, como o editalzinho lá do beco do Zé Reiêra (o nome lhe cai bem) que conte, mas se eu o cito aqui, faço apenas para não encolher ainda mais o histórico ridículo de uma atividade de fim de ano que foi executada mais pra cumprir tabela do que por qualquer outro motivo.

Nada de consistente ou substancial foi implantado como fundamento para a manutenção ou renovação da cena musical natalense. Tô mentindo? Nem mesmo qualquer iniciativa no sentido de dar início a uma programação formadora de público ou capacitativa para os artistas, contribuindo assim para o enriquecimento profissional dos músicos. Nada. Nem sequer um diálogo coerente com o propósito de debater essas questões e encontrar saídas foi meramente possível. Aliás, estamos tentando há quase dois meses uma audiência com o secretário, sem sucesso.

Também sabemos, e devemos reconhecer, que a articulação dos próprios músicos entre si é fraca, tem falhas, algumas de cunho personalista, outras de caráter mais equivocado, … No entanto, há de se convir ainda que trata-se de um sem número de perfis humanos, alguns muito diferenciados entre si, e que torna-se quase impossível alinhar toda essa diversidade em um propósito unificado, embora diante disso e em reuniões da Rede Potiguar de Música tenhamos chegado a um consenso para trabalharmos com dois focos: circulação e registro. Mas francamente, a mim chega a parecer às vezes que devido a esse aspecto, tenhamos chegado ao cúmulo de uma situação que tem de um lado um grupo meio desorganizado e do outro uma omissão conveniente, injustificável por parte do poder público.

Enfim, o que eu estou querendo dizer é que os efeitos de basicamente tudo o que foi feito em relação à música autoral de Natal em quase 3 anos dessa administração não dá pra enumerar com seriedade. E em se tratando de recursos financeiros, nesse tempo inteiro, talvez não chegue a 2 cachês da Elba. Então, particularmente, considero isso uma vergonha. E me sinto indignado em me deparar com uma realidade tão acachapante nessa cidade que escolhemos para sediar nossas vidas criativas, onde desenvolvemos a torto e a direito nossas carreiras instáveis.

É sofrível.

Esso (cantor/compositor)

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