O auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, na UFRN, será o recinto para o lançamento de Quase…, o primeiro livro de Esso Alencar. Intitulado ‘Humanas, demasiado Humanas’, o evento também faz referência à importância singular das Ciências Humanas, área em que o autor cursa História, depois de ter se licenciado em Filosofia pela Federal.

“Essa foi uma maneira que encontrei para chamar a atenção da importância dessa área do conhecimento pela qual sou tão apaixonado, sempre e cada vez mais essencial ao ser humano, especialmente em períodos históricos críticos, como vem sendo agora no Brasil”.

Reunindo textos que estão relacionados com a sua produção poética, o volume contém 43 poemas com letras compostos para o repertório dOs Quatro, banda em que Esso atuou na cena roqueira de Natal nos anos 1990. Alguns deles foram musicados e chegaram a integrar o repertório do grupo, ou gravados mais tarde nos discos solos do artista.

O cantor/compositor está publicando o livro ainda como comemoração aos 30 anos de sua atividade musical, sendo autor de 3 CDs e um EP, lançado em 2021, além de ter integrado algumas coletâneas e sido gravado por outros intérpretes. Em 2009, foi agraciado pela Funarte com o Prêmio Pixinguinha.

O acesso é aberto a toda a comunidade, entre as 17h30 e 18h30.
Na próxima sexta-feira, 15 de julho de 2022.
Biblioteca Central Zila Mamede (UFRN).

leia a coluna a/cEsso
Me visite no Sítio!

Ao completar 30 anos de atuação na música, Esso entrega ao público uma coleção com o videoclipe para a inédita BR Jabá, o EP Mussambê (com 4 sambas) e a minissérie Alma de Poeta, feita em parceria com a atriz Bárbara Cristina. Ambas as produções são fruto da Lei Aldir Blanc, que possibilitou ao meio artístico a sobrevivência cultural em tempos de pandemia. O clipe para a canção BR Jabá foi realizado em parceria com Andre Pyrrho e gravado nas escadarias de Mãe Luíza. Uma versão recitada da letra também foi inserida no primeiro capítulo da minissérie.

            Estruturada em 3 partes, o seriado explora a trajetória do trabalho do artista referente à proposta do seu segundo disco, intitulado Alma de Poeta, que cristalizou a relação entre literatura e música, presente desde o início de sua atuação como cantor e compositor. Fruto do Prêmio Pixinguinha, após o lançamento à época o projeto investiu na formação de público para estudantes dos níveis fundamental e médio em uma jornada ao lado do Grupo Teart de Teatro, levando as escolas para dentro do teatro com o concerto-recital homônimo.

Além de mostrar um pouco desse processo, também estão referenciados no documentário a importância da banda Os Quatro, com a qual Esso iniciou sua atuação na cena musical potiguar em 1991, seu envolvimento com o setorial e a criação da Rede Potiguar de Música e da Cooperativa da Música Potiguar, seu ativismo na fundação do Fórum Potiguar de Cultura etc. O filme toma como mote a poesia e a música e faz um apanhado geral dessas 3 décadas de produção do músico, com imagens de acervo desse período, versões inéditas para algumas de suas canções, e interpretações exclusivas para seus textos, recitados por Bárbara. E destaca a aproximação com Samir Almeida, em composições conjuntas que ganham leituras em cada um dos episódios, incluindo Humanoide, dedicada a Marcelus Bob. Uma outra lembrança merecida é a da saudosa D. Edite do Pium, que se apresentava na abertura dos shows da temporada durante a miniturnê de lançamento do CD na região metropolitana.

Por fim, seguindo seu propósito de publicar uma trilogia rítmica em Natal, Esso apresenta o EP Mussambê. Composto de 4 sambas, as faixas foram gravadas no Studium por Jota Marciano, e estão disponíveis no canal da FEL Produções de Arte, onde todos os outros vídeos mencionados também poderão ser assistidos.

   https://youtu.be/cF28n-2J-fY
[ALMA de POETA – minissérie / cap I]

 

https://youtu.be/IWYYyHJJdDY

[ALMA de POETA – minissérie / cap II]

 

https://youtu.be/nTl_bOSgETE
[ALMA de POETA – minissérie / cap III]

 

PARA VER DE UMA SÓ VEZ

[ALMA de POETA – minissérie completa]

 

 

 

https://youtu.be/ZD8c7os9KGk
[BR JABÁ – videoclipe]

 

https://youtu.be/W_vl6DcpYDM
[BR JABÁ – recital]

https://youtu.be/dKjFZnyOsaI
[MUSSAMBÊ ep]

 

leia a coluna a/cEsso
Me visite no Sítio!

ALMA DE POETA (minissérie)

1 setembro, 2021

 

Celebrar a poesia em Natal, como a cidade faz há décadas com o Dia Nacional da Poesia (14 de março), está na semente da proposta para Alma de Poeta, disco de Esso lançado em 2009 com músicas suas para poemas de autores potiguares. Era pra ter sido um show dOs Quatro, mas já foi oficina literária também, e agora vai se tornar uma minissérie, que está sendo produzida pela FEL em parceria com o Grupo Teart e a Casa do Poeta, berço de Ferreira Itajubá, na Rua Chile, Ribeira.

Nesse endereço histórico estão acontecendo as locações para a atuação de Esso Alencar e Bárbara Cristina, que estão juntos através de uma relação estabelecida por ocasião dos shows de lançamento do CD Alma de Poeta, (Elefante Registros – 2009), onde a atriz interpretava a primeira página do prólogo de Zaratustra (Nietzsche), na abertura. A presença dela e de Marcos Cavalcante deram o tom do teatro e da literatura na miniturnê do concerto-recital homônimo ao disco.

Uma nova interação entre o trabalho artístico dos dois terá como resultado uma minissérie com 3 capítulos, que será lançada em setembro, onde eles rememoram a trajetória que desenvolveram a partir daquele primeiro momento, com outras ações relacionadas, especialmente o trabalho que fizeram durante alguns anos com a rede de estudantes dos diversos níveis de ensino, levando-os ao teatro para uma atividade de valorização da poesia na música potiguar.

Em fase de finalização, a dupla abre nessa quinta-feira (02/09), para um pequeno público convidado, uma prévia apresentação do conteúdo que compõe o filme, numa apresentação ao vivo que acontecerá na Casa do Poeta. Esso aproveitará a data para apresentar os sambas que integrarão Mussambê (EP), projeto com o qual vem trabalhando ultimamente para dar seguimento à trilogia rítmica.

É também a oportunidade para uma possível retomada do Quintautoral, um programa revertido para a produção musical autoral potiguar, proporcionando uma maior aproximação de seus compositores, intérpretes e instrumentistas, à medida que as condições sanitárias forem permitindo. A FEL Produções de Arte já produziu uma ação semelhante no mesmo espaço, com a mesma proposta, reunindo os artistas para mostrarem suas músicas novas no quintal do casarão.

Também ali estão sendo ensaiadas as cenas do espetáculo ‘Fogo de Palha’, que o grupo Teart prepara para levar à rua assim que der. O texto é uma adaptação da história contada por Carlos de Souza no livro É Tudo Fogo de Palha, que remete aos primórdios do fazer teatral em Natal. Bárbara dirige o elenco e se divide entre esta peça e ‘O Lendário Coração da África’, que também integra o repertório do grupo.

leia a coluna a/cEsso
Me visite no Sítio!

Nesse artigo, pessoal, exorto o pensamento a se manifestar sobre hipóteses.
A primeira é a criação do Conselho Estadual de Política Cultural, o CEPC.
Trata-se de representação, um conceito muito próprio do estado democrático, e o(s) governo(s) sabe(m) disso. Foi pauta da campanha de Fátima Bezerra e está impresso no seu programa, à espera de uma efetivação. Ou não?

Está clara e transparente a cobrança da sociedade civil, inclusive através do Fórum Potiguar de Cultura, que incluiu o conselho como uma de suas principais prioridades. Aliás, este ano o fórum aniversaria sua primeira década e vai celebrar com um evento onde mais uma vez o tema da criação do conselho será pautado pública e objetivamente.
Há de haver uma resposta. Embora isso não baste.

O compromisso da governadora com os principais agentes do setor cultural, que são os fazedores, até agora não passou de uma bandeira. Ok para a restauração do patrimônio público, mas há um sentido político na instituição de um verdadeiro conselho de política cultural. São outros elementos, é a representação coletiva do próprio segmento artístico, eleito pela sociedade civil, com efetiva participação nas discussões referentes ao setor.
Então, é chegada a hora de elevar esse tema ao debate incisivo e efetivo: É Hora de Criar!

Temos muitas demandas, por sermos um segmento complexo, mas a cultura brasileira é viável, é economia viva, e não pode nem deve ficar relegada, como tenta sempre o poder. Ela é uma ferramenta por demais importante (e impactante) na formação de um povo, na educação, na vida da população, nos seus índices de assassinatos e encarceramentos, enfim, … estamos tratando de uma matéria com potencial (e muito!) para merecer uma considerável atenção por parte do estado e investimento privado.

Lamentavelmente, apesar de nossa rica produção cultural, o sucateamento dessa área na estrutura do governo potiguar já é notável, e histórico. A própria fundação (FJA), na sua função, nos remete à impressão de que nada consegue azeitar as engrenagens de uma máquina que vem bichada há muito tempo. E nenhum mandato executivo ou iniciativas legislativas foram capazes de mexer nessa estrutura, renovando seus quadros e criando uma secretaria que se ocupasse de um papel para além da Fundação. Trata-se de uma outra promessa de campanha. E é a premissa para uma possível mudança.

Real mudança.
Ou se investe nessa transformação agora, ou tudo continuará assim, ruim.
Não nos sentimos representados e menos ainda contemplados com um conselho de notáveis.
Já passa da hora de criar um novo conselho, mais representativo e afinado com pautas mais atuais.

É essencial que mantenhamos a nossa postura crítica e que sejamos criteriosos nessa mobilização. O RN carece de uma política pública mais arrojada para suas artes, mais investimentos, mais ações discutidas e planejadas com a interlocução dos artistas.

para ver mais sobre o assunto
https://mixigenassons.wordpress.com/2020/07/22/parece-mas-nao-e/

 

leia a coluna a/cEsso
Me visite no Sítio!

 

 

Se Ainda me Lembro Bem

22 janeiro, 2021

Se ainda lembro bem, éramos eu, Nélson Marques, Lula Borges e Jaquilene (Pipoca).

A gente havia ido juntos até as redações dos jornais levando as 13 Diretrizes para a Cultura Potiguar, documento que resultou do evento ‘Por uma Política Cultural para a Grande Natal’, realizada pelo grupo Locau!, em 2010. Era fevereiro do ano seguinte e nós pensamos em fundar o fórum com um encontro dali a três semanas. E assim fizemos. Contamos com a anuência de Lérson Fernando, diretor, e abrimos o auditório do IFRN Cidade Alta no último dia daquele mês.

Conseguimos montar uma comissão para executar esse primeiro passo do FPC (Fórum Potiguar de Cultura): Tatiane Fernandes estava lá. Ela é a parceira mais constante que a causa pela adoção de uma política pública de cultura no RN ganhou ao longo desses anos. Sua dedicação a este propósito faz parte dessa história. Lula Borges também atuou colaborativamente por vários anos e é o criador da identidade visual do fórum. Aluízio Matias estava dentro e inscreveu seu nome na Cartilha de Diretrizes para a Cultura Potiguar, lançada ainda com o auxílio de Regina Cunha, jornalista e integrante da ABDeC/RN.

O encontro foi significativamente bem representado, contou com mais de uma centena de participantes, reunindo agentes culturais da região metropolitana e de várias cidades-polo do estado. Um ano depois veio o segundo. Naquela época, estávamos num momento mais favorável ao debate acerca das condições por que o nosso setor passava e posso dizer que esse foi o principal estímulo ao movimento local nesse sentido também.

Desde então este fórum tem participado das causas mais importantes e caras ao segmento artístico cultural: organizamos sucessivos debates entre candidatos ao executivo estadual e iniciamos mais recentemente uma aproximação com o legislativo, pautando e participando das audiências públicas temáticas, discutindo os caminhos para a efetivação de uma política pública que atenda aos interesses dos artistas e converta a arte num instrumento pedagógico, para além apenas do estético.

É possível fazer um acompanhamento da trajetória desse coletivo desde o seu início, com mais ou menos informações acerca de sua atuação, visitando a página. Eventualmente não conseguimos registrar a contento uma ação ou outra e ficamos devendo o registro. Ou acontece de termos os documentos retirados do ar, o que irá aos poucos apagando a nossa memória, já que se trata aqui de virtualidade.

Mas ainda em nossa memória estão todas as lutas, entre as mais recentes a da criação de um Conselho Estadual de Políticas Culturais, a aprovação do Plano Estadual de Cultura e a revisão do modelo de financiamento cultural. Todos estes assuntos já vêm sendo exaustivamente adotados e discutidos, desde o princípio, e agora esperam pela sensibilidade desse governo e seus articuladores para efetivar as promessas de campanha.

https://forumpotiguardecultura.blogspot.com/

leia a coluna a/cEsso
Me visite no Sítio!

Projeto ÍNTEGRO

24 setembro, 2020

Com Henry  Burnett, Makely Ka, Estela Ceregatti e Téo Ruiz, me vinculei a um novo trabalho, amadurecido por uma década entre nós: o Projeto ÍNTEGRO.

E, como primeira de nossas colaborações estamos apresentando Uma Renca, música de Henry Burnett para letra de Makely Ka, para a qual o coletivo concebeu os arranjos em uma versão audiovisual, gerada nesse período da própria pandemia e já disponibilizada para o público.

Mais do que qualquer outro fator, o conceito de integridade e o de integração permeiam a geração espontânea desse grupo, que alinha suas dissonâncias para responder ao momento com o afeto sonoro de cada região do país, num encontro saboroso, irreverente, se remexendo no chão mais profundo das realidades de cada um dos integrantes, suas respostas à vida, ao sagrado e ao profano, ao caos metropolitano, aos canaviais ainda densos, aos cafés digitais, aos vinícius imorais, …  às favas!

De cara, há o senso comum, mas para além dele a beleza de um jarro é muito realçada pela flor.

Ycamiabas vão pra guerra!

Esso Alencar Natal, 24.09.20

 

 

Acabei de ler por esses dias o livro Memórias da Várzea da Caatinga, assinado em conjunto por Josivan Santos de Oliveira (em versos) e Airene José Amaral de Paiva (e prosas). Nele, Josivan faz com que as memórias e reminiscências do lugar ganhem contornos poéticos, estruturados em 300 estrofes que visitam os topônimos, as personagens, causos e fatos históricos, metrificados num cordel que guarda as lembranças populares, lendas e origens da cidade. Depois, em pequenas crônicas, Airene faz o mesmo, com outro estilo literário, mas também com o mesmo fio, alinhando alguns acontecimentos pitorescos de nossa terra.

Assim, os dois acabam por perfilar um retrato bem particular do torrão natal, preenchendo uma lacuna que é indispensável a qualquer povo: a preservação de sua memória. Fica gravado para todo o sempre, servindo a futuros estudiosos e pesquisadores, tanto como a demais interessados, mesmo que apenas afetivamente.

Aguardava com expectativa o lançamento desse material, especialmente porque em seu título está expresso o nome antigo da nossa cidade, que é lindo, extremamente poético, e que vem referendar o nome do meu 3º disco, chamado Várzea da Caatinga. Como já todos sabem, venho defendendo há tempos uma discussão acerca da renomeação de Rafael Godeiro, através de um trabalho que envolve a comunidade, suas escolas, famílias, políticos etc. E é claro que quando essas duas obras se juntam em referência ao passado, elas trazem naturalmente elementos que contribuem para aprofundar esse processo.

Ano passado, durante a turnê anual que faço pelo estado através do CIMA (Circuito Itinerante de Música Autoral), tive a oportunidade de visitar as escolas municipais e falar um pouco do meu disco, que estava lançando, além de abrir uma discussão sobre essa possibilidade com os estudantes e professores, mas o assunto precisa ir além, adentrar outras esferas públicas e chegar até a Câmara Municipal, que é quem pode propor a mudança num plebiscito.

Por ora, me alegra que essas iniciativas artísticas tenham trazido à tona esse tema, a que outras vem aos poucos se somando. Edson Silva, filho do seu Aldo Lopes, publicou recentemente um cordel maravilhoso, muito bem feito, a que chamou Baú da Caatinga, … e assim, passo a passo, novas obras poderão vir provocando essa redescoberta, não só do belo nome, mas também incluindo outros feitos de nosso povo, valorizando nossa cultura própria e descartando as citações àqueles que dela só quiseram tirar proveito.

 

 

 

leia a coluna a/cEsso
Me visite no Sítio!